Deus ama tanto o mundo

            A pessoa de fé experimenta o amor de Deus sob diversas facetas na sua vida. À luz da fé, é possível enxergar a ação divina nas coisas simples do cotidiano bem como nas mais complexas. O amor de Deus não nos decepciona, pelo contrário nos enche de esperança e alegria. Nossa Paróquia celebra em setembro a Festa de seu Padroeiro, com a solenidade da Exaltação da Santa Cruz. Momento de profunda comunhão entre as comunidades que a formam. Momento de refletir sobre a vida daquele que “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). Precisamos avançar para águas mais profundas e celebrar com mais fervor, piedade, entusiasmo e gratidão a Festa do Senhor Bom Jesus.

                Segundo proposta diocesana, o tema geral do novenário aborda o desejo de viver a realidade de uma nova paróquia. Em comunidade, com o Senhor Bom Jesus, queremos anunciar a alegria do Evangelho. Merecem destaque algumas expressões que aparecem nesta temática: em comunidade, eis o desejo de fazer da paróquia uma comunidade de comunidades ou uma rede de comunidades para que seus integrantes vivam a cultura do encontro, da proximidade e da ajuda fraterna; destaco também a palavra “anunciar”, este verbo faz parte do mandato do Senhor Ressuscitado quando disse aos discípulos de todos os tempos: “Ide e anunciai”. A fé cristã tem como tarefa precípua anunciar Jesus Cristo e levar as pessoas a realizar uma experiência concreta com Ele, experiência que seja determinante para a conversão e vida junto d’Ele; a expressão “a alegria do Evangelho”, nos remonta à exortação pós sinodal do Papa Francisco sobre a Evangelização. O Santo Padre convoca os fiéis para a obra evangelizadora, porém com a alegria que brota do Evangelho. Tenho esperança que a festa do Padroeiro reacenda no coração dos paroquianos o fogo do compromisso com a evangelização; do engajamento nas pastorais sociais; do olhar terno para com as misérias e sofrimentos de muitas pessoas; da prática diária da leitura orante; da busca por mais formação; e do sentimento de pertença à comunidade como grande família de Deus, assumindo assim de forma consciente e generosa o dízimo que mantém e sustenta as estruturas paroquiais.

                A Palavra de Deus anunciada, acolhida e meditada no mês de setembro deve infundir no nosso coração o desejo de sair em missão para cumprirmos o que o Documento 100 da CNBB propõe: “É urgente ir ao encontro daqueles que se afastaram da comunidade ou dos que a concebem apenas como uma referência para serviços religiosos. Ocasião especial para acolher os afastados pode ser a preparação de pais e padrinhos para o Batismo, a preparação de noivos para o Sacramento do Matrimônio, as Exéquias e a formação de pais de crianças e jovens da Catequese. Todas essas situações supõem um olhar menos julgador e mais acolhedor, para receber aqueles que buscam a comunidade pensando apenas no sacramento. Se forem bem acolhidos, poderão retornar ou ingressar na vida comunitária” (número 318).

                 Com o Senhor Bom Jesus, nosso Deus e Salvador, queremos semear, cultivar e um dia colher os frutos da salvação, sob a proteção indispensável de sua Mãe Santíssima, a Senhora das Dores. No Evangelho de João, Jesus revela: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). 

Padre Sebastião Ananias Lino

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